Neste mês de junho uma das lendas vivas do jazz completa 70 anos: Chick Corea. Dono de uma das maiores discografias do gênero, Corea passeia nos mais variados estilos e durante sua carreira vem tendo a oportunidade de dividir o palco com alguns dos mais notáveis músicos de todo o mundo. Em homenagem ao grande pianista, reproduzimos aqui um documentário que conta um pouco da história de Chick Corea, que se confunde com a história do jazz contemporâneo.
À frente Milt Jackson e John Lewis, ao fundo, Connie Kay e Percy Heath
O Modern Jazz Quartet foi o pequeno grupo que mais tempo durou na história do jazz. Teve sua origem dentro da grande banda que o trumpetista Dizzy Gillespie liderou entre 1946 e 1949. Faziam parte daquela banda o pianista John Lewis, o vibrafonista Milt Jackson, o contrabaixista Ray Brown e o baterista Kenny Clarke. Aproveitando intervalos nos concertos da banda de Gillespie, o quarteto fazia apresentações, enquanto o restante dos músicos descansava. Foi somente em 1951 que o quarteto fez suas primeiras gravações, ainda com o nome de Milt Jackson Quartet. Em 1952, o grupo passou as ser conhecido como Modern Jazz Quartet (MJQ), com a formação que se tornaria constante, já contando com Percy Heath, em substituição a Brown, no contrabaixo. Em 1955 houve mais uma substituição, quando Connie Kay tomou lugar de Clarke nas baquetas.
Kenny Clarke
O MJQ teve uma existência que durou de 1951 até 1997, ano que Milt “Bags” Jackson, principal solista do grupo, teve que parar de tocar por motivos de saúde. O vibrafonista é considerado por muitos como o maior expoente de seu instrumento na história do jazz. Antes de sua aparição no cenário jazzístico, somente outros dois músicos haviam merecido destaque no vibrafone: Lionel Hampton e Red Norvo. Apesar de Jackson ter sido o grande solista do MJQ, a direção musical do grupo estava a cargo de John Lewis. O pianista sempre se esforçou para elevar o status musical do quarteto e do próprio jazz, se preocupando tanto em agendar apresentações em locais de prestígio como escrevendo composições onde seu grupo se unia a orquestras de música clássica.
Ouça nosso podcast e saiba mais detalhes desse grupo fundamental na história do jazz e informações sobre as composições que fazem parte da seleção de mais esta edição online de Jazz Panorama. Sempre na companhia de Juan Maurer.
Programa 05 – Parte I
1. “La Ronde Suite” (Lewis) – Modern Jazz Quartet (1955)
2. “Autumn in New York” (Duke) – Modern Jazz Quartet (1955)
3. “Delaunay’s Dilemma” (Lewis) – Modern Jazz Quartet (1953)
4. “Django” (Lewis) – Modern Jazz Quartet (1955)
Programa 05 – Parte II
1. “One Bass Hit” (Brown, Fuller, Gillespie) Modern Jazz Quartet (1955)
2. “Softly, as in a Morning Sunrise” (Hammerstein, Romberg) – Modern Jazz Quartet (1955)
3. “Ralph’s New Blues” (Jackson) – Modern Jazz Quartet (1955)
4. “But not for Me” (Gershwin, Gershwin) – Modern Jazz Quartet (1953)
5. “Concorde” (Lewis) – Modern Jazz Quartet (1955)
Jazz Panorama traz em destaque nesta edição o saxofonista tenor Joe Henderson. O trabalho do músico que mostramos aqui é fruto de gravações feitas com duas grandes bandas nos estúdios do selo Verve, nos anos de 1992 e 1996. O resultado é bem diferente do que se observa no restante da obra de Henderson, que é de uma geração de jazzistas posterior às “Big Bands” dos anos 30 e 40. O saxofonista teve presença marcante nos estúdios da Blue Note participando de discos de artistas como McCoy Tyner, Herbie Hancock, Horace Silver, entre outros, além de liderar pequenos grupos em álbuns que levam sua assinatura própria.
Nicholas Peyton
Henderson ascendeu à categoria de superstar do jazz nos anos 90, quando seus álbuns lançados pelo selo Verve, como os tributos a Billy Strayhorn e Miles Davis, atingiram grande sucesso de crítica e público. Com esse prestígio, teve apoio para reunir as bandas para a gravação do álbum “Big Band”, na companhia de artistas de grande renome no mundo do jazz. Em “Big Band” Temos a presença de solistas como Freddie Hubbard, Nicholas Payton, Christian McBride e Chick Corea, além do próprio Henderson, claro. O saxofonista assina sete das nove composições do álbum e surpreendeu até seus mais antigos admiradores por sua capacidade demonstrada como excelente arranjador de “big bands”.
Tenha o prazer de ouvir essa memorável produção de Joe Henderson na companhia de Juan Maurer, e saiba muito mais detalhes das faixas de “Big Band” em nosso podcast.
Programa 04 – Parte I
1. “Without a Song” (Eliscu, Rose, Youmans)- The Joe Henderson Big Band (1996)
2. “A Shade of Jade” (Henderson) – The Joe Henderson Big Band (1996)
3. “Chelsea Bridge” (Strayhorn) – The Joe Henderson Big Band (1996)
4. “Isotope” (Henderson) – The Joe Henderson Big Band (1996)
Programa 04 – Parte II
1. “Black Narcissus” (Henderson) – The Joe Henderson Big Band (1996)
2. “Step Lightly” (Henderson) – The Joe Henderson Big Band (1996)
3. “Serenity” (Henderson) – The Joe Henderson Big Band (1996)
4. “Recorda-me” (Henderson) – The Joe Henderson Big Band (1996)
Olá, amigos!
Iniciamos esta audição de Jazz Panorama com mais uma canção popular que deu origem a versões jazzísticas: “Here’s That Rainy Day”. Essa música foi criada para a comédia musical “Carnival in Flandres”, que estreou na Broadway em 1953, mas não obteve sucesso, ao contrário dessa composição, que é aqui apresentada primeiramente por Frank Sinatra, depois numa versão com o pianista Bill Evans.
Bill Evans
Depois de Bud Powell, Bill Evans se tornou uma das mais fortes influências entre os pianistas do jazz, principalmente depois de sua crucial participação no emblemático álbum do trumpetista Miles Davis, “Kind of Blue”, gravado em 1959. As faixas seguintes desse programa foram extraídas do disco “The Bill Evans Album”, gravado em 1971 pela Columbia, onde o pianista é acompanhado por Eddie Gomez no baixo acústico e Marty Morell na bateria. Você ouvirá “Comrade Conrad”, “Funkallero”, “Waltz for Debby”, “Sugar Plum” e “Re: Person I Knew”.
Juan Maurer dá muitos mais detalhes sobre Bill Evans e suas composições no nosso podcast. Acompanhe clicando nos links de mais essa edição de Jazz Panorama.
Programa 03 – Parte I
1. “Here’s That Rainy Day” (Van Heusen – Burke) – Frank Sinatra (1959)
2. “Here’s That Rainy Day” (Van Heusen – Burke) – Bill Evans (1968)
3. “Comrade Conrad” – (Evans) – Bill Evans (1971)
4. “Funkallero” (Evans) – Bill Evans (1971)
5. “Waltz for Debby” (Evans) – Bill Evans (1971)
Programa 03 – Parte II
1. “The Two Lonely People” (Evans) – Bill Evans (1971)
2. “Sugar Plum” (Evans) – Bill Evans (1971)
3. “Re: Person I Knew” (Evans) – Bill Evans (1971)
O Jazz Panorama traz mais uma vez canções populares que serviram de matéria prima para clássicos do jazz. Dessa vez o artista em destaque é o saxofonista Charlie “Yardbird” Parker, um dos gênios incontestáveis do jazz. Parker era um improvisador de rara criatividade e exímio intérprete de baladas. Aqui o ouviremos tocar 3 temas. O primeiro é “Just Friends”, inicialmente apresentado pela cantora Sarah Vaughan, gravado em 1949, seguido pela versão primorosa de Parker, também do mesmo ano. O próximo tema é “My Old Flame”, uma canção criada em 1934 para um filme estrelado por Mae West entitulado “Belle of the Nineties”. A primeira versão é cantada por Dinah Washington, seguida por uma gravação de Parker carregada de emoção. O clássico seguinte é “Out of Nowhere”, cantada por Bing Crosby e depois apresentada por Parker e seu quinteto em uma gravação de 1947.
Sarah Vaughan
Nosso programa traz também Tal Farlow, considerado um dos mestres da guitarra no jazz. Apesar de ter começado a tocar o instrumento relativamente tarde, aos 21 anos, em um ano já era profissional e partir daí passaria a impressionar a músicos e apreciadores do jazz. Em 1953 formou um trio com o pianista Eddie Costa e o baixista Vinnie Burke. Aprecie aqui no Jazz Panorama a técnica e o estilo original de Farlow, em faixas extraídas do disco que fez com seu grupo para o selo Verve, como “Taking a Chance on Love”, “Gone With the Wind”, “Meteor” e “They Can’t Take That Away from Me”. Esta última música, composição dos irmãos Ira e George Gershwin, é reapresentada numa versão cantada pela divina Sarah Vaughan, que encerra essa nossa audição.
Conheça muito mais detalhes sobre essas gravações, seus intérpretes e compositores escutando o nosso podcast abaixo, na companhia de Juan Maurer.
Programa 02 – Parte I
1. “Just Friends” (Lewis, Klenner) – por Sarah Vaughan (1949)
2. “Just Friends” (Lewis, Klenner) – por Charlie Parker (1949)
3. “My Old Flame” (Johnston, Coslow) – por Dinah Washington (1955)
4. “My Old Flame” (Johnston, Coslow) – por Charlie Parker (1947)
5. “Out of Nowhere” (Green, Heyman) – por Bing Crosby (1931)
6. “Out of Nowhere” (Green, Heyman) – por Charlie Parker (1947)
7. “Taking a Chance on Love” (Duke, Latouche, Fetter) – Tal Farlow (1956)
Programa 02 – Parte II
1. “Gone With the Wind” (Wrubel, Magidson) – Tal Farlow (1956)
2. “Meteor” (Farlow) – Tal Farlow (1956)
3. “They Can’t Take That Away from Me” (Gershwin, Gershwin) – Tal Farlow (1956)
4. “They Can’t Take That Away from Me” (Gershwin, Gershwin) – Sarah Vaughan (1954)
Desde sua origem, o jazz tem duas fontes principais de matéria-prima temática: a música popular e o blues. O Jazz Panorama apresentará em seus programas canções populares que se transformaram em temas para músicos de jazz. Nesta edição trazemos uma composição dos irmãos George e Ira Gershwin, “The man I Love”, de 1924, apresentada primeiramente uma versão cantada por Mary Ann Harris, gravada em 1927 e depois interpretada pelo saxofonista Lester Young, em 1946.
Dizzy Gillespie
Esse programa também enfoca outro saxofonista americano, Dexter Gordon, trazendo uma das primeiras gravações que fez sob seu próprio nome, ainda no estilo Swing – “I’ve Found a New Baby”, de 1943. Em pouco tempo, Gordon se transformaria em um dos expoentes do Bebop. E temos aqui sua participação em um tema com esse estilo, “Blue ‘n Boogie”, como componente do sexteto de Dizzy Gillespie. Apresentamos também outras gravações de um Gordon mais maduro, extraídas de seu disco pelo selo Blue Note, “Go!”, de 1962.
Jazz Panorama encerra este programa com duas músicas do compositor Cole Porter interpretadas pelo espetacular pianista Art Tatum.
Para saber mais detalhes dessas gravações e seus artistas, é só clicar abaixo e escutar a primeira edição de Jazz Panorama aqui no nosso site, com apresentação de Juan Maurer.
Programa 01 – Parte I
1. “The Man I Love” (Gershwin, Gershwin) – Mary Ann Harris (1927)
2. “The Man I Love” (Gershwin, Gershwin) – Lester Young (1946)
3. “I’ve Found a New Baby” (Williams, Palmer) – Dexter Gordon (1943)
4. “Blue ‘n Boogie” (Gillespie) – Dizzy Gillespie (1945)
5. “Cheese Cake” (Gordon) – Dexter Gordon (1962)
6. “Guess I’ll Hang my Tears Out to Dry” (Styne, Cann) – Dexter Gordon (1962)
Programa 01 – Parte II
1. “Second Balcony Jump” (Eckstine, Valentine) – Dexter Gordon (1962)
2. “Love for Sale” (Porter) – Dexter Gordon (1962)
3. “Love for Sale” (Porter) – Art Tatum (1956)
4. “Begin the Beguine” (Porter) – Art Tatum (1956)
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