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O álbum do maior e mais inventivo guitarrista brasileiro, Hélio Delmiro, figura como item obrigatório na estante de todos que apreciam a música instrumental produzida nos últimos tempos.

Gravado em 1990, o disco tem a participação de um timaço. O fantástico baixista Nico Assumpção, que anos antes assombrava os baixistas do mundo com a sua técnica ágil e impecável ao tocar fraseados rápidos – enquanto sorria, faz solos brilhantes nesse álbum.

O tecladista Rique Pantoja, um dos músicos mais requisitados pelos maiores nomes da MPB e o novíssimo batera Carlos Bala.

Saído dos bailes da ensolarada Maceió, passando pela banda Municipal de Recife (na qual os músicos se vestiam com o mesmo uniforme dos guardas que ilustravam a embalagem da cera Parquetina) e das boates da boca do lixo de Sampa.

Em Carroussel, Helio passeia ao violão por caminhos harmônicos inimagináveis, costurando melodia e harmonia, com dedos mágicos e sem a fantasia do playback.

Um músico brasileiro sem os cacoetes de outras praias musicais em total solidão. Ele e o violão. Emoção pura.

O bicho pega em Caravan. É uma abordagem jazzística com sabor e suíngue típico dos músicos brasileiros quando enveredam por outros ritmos, a começar pelo groove do baixo e da bateria.

Em arranjo bastante moderno, os músicos apresentam o tema para, em seguida, um Helio inspiradíssimo executar um solo onde todas as possibilidades da guitarra são exploradas, sem esquecer aquelas subidas de cordas duplas que o fizeram conhecido em todo o mundo.

Seguido de grande solo de Rique Pantoja, que mescla as células rítmicas do samba em um solo rápido e intricado. Fechando, um virtuoso solo de Carlos Bala.

Romã, essa maravilhosa fruta e outros clássicos ainda foram saboreados pelos europeus. O mestre passou temporadas na Itália, onde com certeza encontrou um terreno fértil para suas novas criações.

 

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