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Nascida em Portugal, Maria João – filha de mãe angolana e pai português – é daquelas pessoas que já nasceram com a arte de cantar entranhada na alma. Ouvia música sem muito interesse até o dia em que foi desafiada por um amigo a participar de uma audição para ingressar em uma escola de Jazz. E conseguiu a vaga, improvisando sobre o clássico Night and Day de Cole Porter, dificil para quem estava começando e nem tinha as partituras da música, fazendo tudo intuitivamente. Ainda na escola, formou seu primeiro grupo e caiu na estrada.

O álbum Fábula foi gravado por músicos de diferentes nacionalidades e estilos como o ex-pianista americano – agora um exímio violonista, Ralph Towner, o virtuoso baixista alemão Kai Echardt de Camargo, o baterista africano Manu Katché, o bandoneonista argentino Dino Saluzzi, o guitarrista português Ricardo Rocha e o pianista e arranjador português Mário Laginha.

Em Fábula, Maria João revela toda sua competência e musicalidade interpretando a intricada melodia em uníssono com o piano de Mário, culminando com um improviso onde ela explora todas as possibilidades da sua voz em verdadeiro delírio.

No Fado do Coração Errante, Maria mostra a nova cara desse gênero musical que vem se reinventando ao longo dos anos, com o ingresso de novos músicos e cantoras que trazem  novos caminhos harmônicos e interpretações cada vez mais técnicas e emocionantes. Fruto das novas escolas e ousadia dos arranjadores, como o excelente pianista Mário Laginha, que embeleza e dá vida à música portuguesa com suas ideias brilhantes e técnica arrojadíssima.

O repertório de Fábula passeia por diferentes estilos musicais e reúne ritmos africanos em A Festa dos Gnomos, a valsa canção Beatriz (Edu e Chico Buarque), o lindo tango La Tarde e a brejeira Cor de Rosa. Imperdível.

 

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