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Discoteca Básica

Como esta lista foi feita

Em vez de eleger nossos preferidos, fomos atrás do que críticos, revistas e guias especializados vêm elegendo há mais de meio século, e medimos onde eles concordam.

As fontes

Cruzamos quatro conjuntos de referência:

  • Uma meta-lista que reúne 37 seleções publicadas em livros, revistas e sites nas últimas décadas
  • "The 100 Jazz Albums That Shook The World", da revista britânica Jazzwise, edição de 2006
  • A revisão da mesma lista publicada pela Jazzwise em 2022
  • As coroas do Penguin Guide to Jazz, de Richard Cook e Brian Morton, ao longo das nove edições entre 1992 e 2008

Cada disco citado entrou numa tabela com o número de vezes em que aparece. Foram 210 candidatos. Os que aparecem em quase todas as fontes se selecionaram sozinhos: "Kind of Blue" está nas 37 listas da meta-lista, é primeiro lugar nas duas edições da Jazzwise e manteve a coroa do Penguin nas nove edições.

A escolha de verdade aconteceu na faixa do meio, entre discos citados por duas ou três fontes. Ali o desempate foi uma pergunta prática: qual deles ensina mais a quem está chegando agora? Esse é o único ponto em que a nossa opinião pesa.

O que a lista não é

Não é um ranking. Os discos estão em ordem cronológica de gravação, para serem ouvidos como percurso e não como disputa.

Não tem cotas. Nenhum disco entrou por representar uma década, um instrumento, um estilo ou um país.

Não é uma lista brasileira. "Getz/Gilberto" está aqui porque aparece em 18 das 37 seleções levantadas, não por passaporte. A música instrumental brasileira vai ganhar uma lista própria e merece coisa melhor do que uma vaga simbólica numa lista alheia.

Por que ela termina nos anos 1970

O disco mais recente da seleção é de 1976. Isso não quer dizer que o jazz parou ali, e sim que o consenso da crítica demora décadas para se formar. A prova está na mais recente das nossas fontes: a Jazzwise de 2022 inclui Kamasi Washington e o Sons of Kemet, mas nas posições 98 e 99 de uma lista de 100, e nenhum dos dois aparece nas outras três. Uma tabela que mede convergência não registra aquilo sobre o que ninguém convergiu ainda.

A história do jazz do fim do século 20 até hoje está contada na seção "A JORNADA DO JAZZ", que vai até o presente sem essa restrição.

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